Censura no CMS

Text-only Preview


A ditarura acabou, a
censura nao
A Ditadura Militar no Brasil,
chamada
convenientemente pelos
militares de Revolucao, foi
um periodo que marcou a
historia do pais com sua
forte censura, machismo,
repressao, desigualdade
social e tortura. Mas
engana-se aquele que
acredita que essas
caracteristicas nao se
tornaram uma heranca
para sociedade brasileira
apos o seu fim,
principalmente entre os


proprios militares.

Na tarde dessa quarta-feira uma noticia espantou os alunos do Colegio Militar de Salvador (CMS). A
menos de 48 horas da gincana (evento organizado por um grupo de jovens denominado Vanguarda)
o comando do colegio decidiu que homens seriam proibidos de dancar durante o evento. A decisao
machista tornou inuteis as horas de ensaio para a danca final que perduraram durante quase um
mes.
"Nao e facil reunir meninos para dancar e muito menos pra ensaiar, foi um trabalho arduo jogado no
lixo pelo nosso colegio" afirma uma estudante que nao quis ser identificada. A lider do grupo
Vanguarda, Sara Passos, afirma que decidiu pensar em solucoes para o problema ao inves de se
lamentar e remoer a situacao. "Nao havia tempo para gerar polemicas e discussao, tinhamos um
grande evento para entregar em dois dias", afirma. Ja Gustavo Sampaio, tambem membro da
organizacao, acredita que os principais prejudicados sao os gincanistas. "Ate ano passado as
decisoes absurdas e imprevisiveis do colegio afetavam principalmente a Vanguarda. Esse quadro
muda em 2012 quando essa decisao afeta predominantemente os alunos". O estudante alega que
chegou ate a pensar em procurar outros colegios e nao mais realizar a gincana no CMS.
Procurado pelo Diario da Bahia, o comando do Colegio Militar deu justificativas vagas e ate ironizou,
afirmando que a decisao foi tomada apos um video com militares em Israel dancando "Ai se eu te
pego" fez sucesso na internet.
Agora, o grupo de nome contraditorio com os acontecimentos, Vanguarda, procura trabalhar para
que, apesar dos pesares, a Gincana CMS 2012 seja um sucesso.